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Equipe norte americana ficou à frente de Liquigás e Saxo Bank; Cavendish é o líder provisório
Por Tadeu Matsunaga
O Prólogo de abertura da 75ª Vuelta a España – um contrarrelógio noturno na cidade de Sevilla-, terminou com a vitória da equipe Columbia-HTC. O time norte-americano completou o percurso de 13 km com o tempo de 14min06s. E Mark Cavendish foi o primeiro ciclista a vestir a camisa vermelha, como líder da competição.
A equipe italiana Liquigás terminou com a segunda posição – 10 segundos atrás da Columbia. O terceiro lugar ficou com a Saxo Bank, que conta com Fabian Cancellara e os irmãos Andy e Frank Schleck.
Natural da cidade de Sevilla, a Andalucia Casajur encerrou o contrarrelógio, mas para a decepção de mais de 200 mil torcedores nas ruas da cidade, o time terminou na 21ª posição, ficando à frente da Footon Servetto.
Neste domingo acontece a 1ª etapa da competição. Os atletas terão pela frente 173 km entre Alcalá de Guadaíra e Marbella, numa disputa pelo sprint no final do dia.
Classificação
1 HTC-Columbia 0:14:06
2 Liquigas-Doimo 0:00:10
3 Saxo Bank 0:00:12
4 Cervelo TestTeam 0:00:13
5 Lampre 0:00:14
6 Garmin-Transitions 0:00:17
7 Omega Pharma-Lotto
8 Team Milram 0:00:18
9 Team Katusha 0:00:20
10 QuickStep 0:00:23
Classificação Geral
1 Mark Cavendish (GBr) Team HTC - Columbia 0:14:06
2 Peter Velits (Svk) Team HTC - Columbia
3 Martin Velits (Svk) Team HTC - Columbia
4 Lars Ytting Bak (Den) Team HTC - Columbia
5 Hayden Roulston (NZl) Team HTC - Columbia
6 Kanstantsin Siutsou (Blr) Team HTC - Columbia
7 Tejay Van Garderen (USA) Team HTC - Columbia
8 Matthew Harley Goss (Aus) Team HTC - Columbia
9 Daniele Bennati (Ita) Liquigas-Doimo
10 Frederik Willems (Bel) Liquigas-Doimo
Brasileiro repetiu feito de 2009;Lauro Chaman e João Schwindt completaram o pódio
Por Tadeu Matsunaga
O brasileiro Soelito Gohr (Scott/ Marcondes Cesar/ São José dos Campos) sagrou-se bicampeão mundial de paraciclismo neste domingo (22), após percorrer 79.3 km em Baie-Comeau, no Canadá.
Gohr completou o percurso com o tempo de 2h04min48s, e superou no sprint final seus compatriotas Lauro Chaman e João Schwindt. Com o resultado, o Brasil conquistou um feito inédito – colocando três atletas no pódio.
Enquanto Soelito conquistava o bicampeonato no Canadá, sua equipe recebia a notificação da UCI (União Ciclística Internacional) de que estava suspensa do calendário 2010 pelos problemas financeiros apresentados na temporada.
Equipe deverá decidir futuro dos atletas nos próximos dias
Por Tadeu Matsunaga
O que estava escrito para acontecer, enfim, se concretizou. O sonho de presenciarmos uma equipe Profissional Continental organizada e estruturada não passou de sonho.
Os constantes problemas enfrentados pela equipe Scott/Marcondes Cesar/ São José dos Campos, principalmente no que diz respeito ao atraso de salários – o que ocasionou o protesto e saída de atletas -, chegou ao limite nos últimos dias.
A UCI (União Ciclística Internacional), na última sexta-feira, enviou um comunicado anunciando a exclusão da equipe brasileira das competições até que tudo fosse resolvido.
A entidade também decidiu abrir uma exceção e permitir que os atletas da Scott assinem com outras equipes continentais, como a Funvic/Sundown/Pinda.
Nesta segunda-feira, a Scott anunciou uma “pausa” para reformulação, onde reconheceu estar fora das normas exigidas pela UCI. O time não compete mais nesta temporada e pode ficar de fora, inclusive, da Volta de São Paulo, para a qual seus atletas estavam se preparando. Confira abaixo o comunicado.
Comunicado 001/2010
A equipe está passando por uma reestruturação total para o restante da temporada e não poderá participar de qualquer evento até que toda essa situação esteja resolvida.
Até que essas mudanças estejam regularizadas e totalmente resolvidas, a equipe não se enquadra nas exigências da UCI como equipe Continental e por isso não irá participar de nenhum evento até a solução desses problemas.
A equipe já havia decidido internamente a não participar de nenhum evento após o Tour do Rio, até que as coisas estivessem resolvidas, devido a falta de verba para viagem e falta de ajuda de custo para os ciclistas e dirigentes.
A equipe estará remanejando os atuais atletas, liberando ou dispensando para se adequar ao novo orçamento que agora é bem menor que o disponibilizado no inicio do ano e rompendo com alguns patrocinadores que não vinham cumprindo financeiramente com suas responsabilidades perante a equipe para terminar a temporada.
Na próxima semana todos os integrantes estão convocados para definir o futuro de cada um dentro da equipe.
A comissão tem como prioridade a solução das ajudas de custo dos integrantes para depois decidir se vai dar continuidade aos trabalhos ou não.
COMISSÃO TÉCNICA
Aos 35 anos, espanhol iguala o feito de Marco Chagas
Por Tadeu Matsunaga
O espanhol David Blanco (Palmeiras Resort) venceu a 72ª edição da Volta de Portugal e conquistou o tetracampeonato na competição – 2006, 2008, 2009 e 2010. Com isso, o ciclista de 35 anos igualou o feito de Marco Chagas, vencedor em 1982, 1983, 1985 e 1986.
A competição teve início no último dia 4 e terminou neste domingo; um total de dez etapas. O português Candido Barbosa (Palmeiras Resort) venceu a 10ª e última – um percurso de 154 km entre Sintra e Lisboa. Barbosa completou a prova com o tempo de 3h59min40s à frente de Denys Kostyuk (ISD – Neri) e Sergio Ribeiro (Barbot Siper).
Blanco, vencedor das etapas com encerramento em Senhora da Graça e Torre, conquistou o título de “Rei da Montanha”. O português ficou a 37 segundos de vantagem do seu compatriota David Bernabéu (Barbot-Siper) – campeão em 2004. Sergio Pardilla (Carmiooro-NGC) terminou na terceira posição – 1min49s atrás de Barbosa.
O italiano Alfredo Balloni (Lampre) foi eleito o melhor jovem da competição. Com quatro vitórias, a equipe portuguesa Barbot-Siper - Sérgio Ribeiro (duas), Joaquin Ortega e David Bernabéu -, foi à grande campeã na classificação por equipes, à frente da LA-Rota dos Móveis.
Classificação 10ª Etapa
1 Candido Barbosa (Por) Palmeiras Resort - Tavira 3:59:40
2 Denys Kostyuk (Ukr) ISD - Neri
3 Sergio Ribeiro (Por) Barbot Siper
4 Boy Van Poppel (Ned) Rabobank Continental Team
5 Daniele Ratto (Ita) Carmiooro – NGC
Classificação Geral Final
1 David Blanco (Spa) Palmeiras Resort - Tavira 40:23:01
2 David Bernabeu (Spa) Barbot Siper 0:00:37
3 Sergio Pardilla (Spa) Carmiooro - NGC 0:01:49
4 Patrik Sinkewitz (Ger) ISD - Neri 0:01:56
5 Hernani Broco (Por) LA Aluminios – Rota dos Móveis 0:02:06
6 Rui Sousa (Por) Barbot Siper 0:02:29
7 Hugo Sabido (Por) LA Aluminios – Rota dos Móveis 0:03:54
8 Ricardo Mestre (Por) Palmeiras Resort - Tavira 0:04:41
9 Andre Cardoso (Por) Palmeiras Resort - Tavira 0:04:44
10 Victor Rodrigues (Por) Caja Rural 0:04:52
Maurício Dehò- Em São Paulo - UOL
A Scott/Marcondes César, de São José dos Campos, iniciou a temporada com objetivos grandiosos, depois de conseguir licença inédita para uma equipe de ciclismo nacional. A entrada na elite, no entanto, acabou sendo traumática por conta de uma crise financeira que causou atrasos de salário e conflito entre direção e ciclistas. Agora, o time diz ter resolvido os problemas, mas pode acabar abrindo mão da conquista, que sequer completou uma temporada.
CARLINHOS E PAGLIARINI VIVEM IMPASSE
Enquanto Carlinhos, dono da Scott, afirma que está resolvendo os problemas, Luciano Pagliarini está parado. De volta ao Brasil após mais de uma década na Europa, ele apostou na Scott - e sua licença - mas desde o protesto quanto ao atraso salarial, em junho, não corre. O dirigente diz não ter colocado o ciclista na 'geladeira', mas Pagliarini critica.
“Estou esperando o cara falar comigo, mas já faz quase 50 dias que ele não fala”, diz Pagliarini. “Estou à disposição, desde que se pague os salários dos atletas e se mantenha o que foi assinado em contrato”.
“Como está na geladeira? Eu não coloco ninguém na equipe por nome, ponho quem está melhor. E mesmo assim ganhamos os Jogos Regionais, a 9 de Julho. Não o descarto de jeito nenhum, mas ele tem de demonstrar que está bem e conquistar seu espaço”, retruca Carlinhos.
Em reportagem publicada na última quinta-feira, o UOL Esporte detalhou os problemas na Scott, que é a maior equipe do Brasil. Os atrasos salariais culminaram com um protesto de seu principal ciclista, Luciano Pagliarini, que chegou a protestar no Campeonato Brasileiro e não participar da prova, em junho.
O dono do time José Carlos Monteiro, o Carlinhos, afirma que na sexta-feira os problemas passaram a ser resolvidos e que mudanças serão feitas, desde o elenco, passando pelos níveis burocráticos da Scott.
“Estamos remanejando nosso projeto, porque houve uma consequência absurda com a saída de dois patrocinadores”, alega Carlinhos, que admite as dívidas. “Somos sérios em falar que temos esses problemas sim. Mas vamos regularizar, é uma questão de tempo para sentarmos com cada um e acertarmos o futuro. Estes dois apoios deixarão nosso uniforme nas próximas semanas.”
Além de Pagliarini, que está afastado das competições desde seu protesto, nomes como Tiego Gasparotto e o argentino Jorge Giacinti sofretam com o atraso. Tiego inclusive trocou o time de São José dos Campos pelo de Pindamonhangaba e levou uma bicicleta de cerca de R$ 14 mil como garantia de que receberá o pagamento no futuro.
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“Tivemos de dar dois passos para trás, até para salvar a dignidade dos nossos patrocinadores principais”, acrescentou Carlinhos. “Demos um passo muito bom ao conseguir o registro (de equipe profissional continental da UCI). Para provar a esses patrocinadores que o ciclismo é um bom produto leva tempo, mas tivemos quatro meses de sofrimento absurdo.”
“Agora teremos mudanças radicais, mesmo em competições. Tínhamos viagem marcada para os Estados Unidos, mas não vamos para colocar a situação em ordem”, disse ele, enumerando mudanças. “Vamos reestruturar a equipe, diminuir a idade dos atletas para a próxima temporada. Para sobrevivermos teremos de passar por alguns sacrifícios. Além disso, eu só cuidarei da parte técnica. Uma empresa ficará com o financeiro e outra com a parte de logística.”
Passo maior que a perna?
Carlinhos não chega a definir a aposta da Scott como um “passo maior que a perna”, como diz o ditado. Mas já cogita deixar momentaneamente a elite do ciclismo, que foi conquistada quando recebeu a licença profissional continental da UCI, que permite que a equipe seja convidada para as maiores competições do ciclismo.
“O que está em cheque é até que ponto se compensa ter essa licença. Será que temos atletas para isso? É uma coisa a ser pensada se vale a pena pagar fortunas de taxas para correr de cinco a oito provas lá fora. Talvez o Brasil ainda não esteja preparado para ter uma estrutura deste tamanho”
O dono do time afirma que, além de reduzir o plantel da Scott em idade, pode também diminuir o número de atletas. “Contaremos apenas com quem quiser estar no time”, concluiu.
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